quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Tesoureiro de banco e sua família são feitos reféns em Marabá

Uma quadrilha invadiu na madrugada de terça-feira (23), a residência do tesoureiro da agência do Banco da Amazônia na Folha 31, em Marabá, no sudeste paraense, para desespero do bancário de seus familiares. Segundo o delegado Vinícius Cardoso, diretor da 21ª Seccional de Polícia Civil em Marabá, a ação dos suspeitos se deu na modalidade conhecida como ‘sapatinho’, quando bandidos mantém a família e a vítima reféns.
A ação criminosa começou por volta de meia-noite e terminou apenas por volta do meio-dia de ontem, quando a mulher e o casal de filhos menores do bancário foram liberados no centro de Marabá. Equipes da Seccional de Marabá e da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) de Belém estão investigando o caso.
Portando pesado armamento, os bandidos renderam a família do bancário e após receberem instruções os suspeitos retiraram a esposa e os filhos do bancário e levaram para uma vicinal dando em seguida ordem para que o bancário fosse ao banco abrir o cofre e recolher os valores que haviam lá dentro. “Em razão dessa coação, o bancário se dirigiu ao estabelecimento em que trabalha, fez o recolhimento dos valores e da forma combinada repassou aos assaltantes”, descreveu o delegado Vinícius Cardoso.
Agência alvo dos bandidos foi a de Nova Marabá. Após a família do bancário ser liberada, momento em que a Polícia foi informada da ocorrência, imediatamente iniciaram as diligências em busca dos suspeitos. “Câmeras de monitoramento da possível rota utilizada por esses assaltantes foram recolhidas, testemunhas foram ouvidas, perícias já foram realizadas no intuito inequívoco de identificar quem são os indivíduos que participaram dessa ação”, explicou o delegado. Ainda não se sabe o valor levado pelos bandidos.
Em nota, o Banco da Amazônia informou que mobilizou a área de Recursos Humanos da Instituição para dar o suporte necessário aos empregados que trabalham na unidade, bem como aos seus familiares, nas áreas da medicina do trabalho e psicológica. "Vimos, ainda, contribuindo com as forças policiais para a rápida elucidação do caso, para que os criminosos respondam pelos seus atos conforme os ditames da lei", disse a assessoria. O Banco não informou valores subtraídos para, segundo eles, não atrapalhar as investigações. Com relação ao funcionamento da unidade, o Banco da Amazônia disse que a agência está atendendo normalmente os clientes.

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