quarta-feira, 24 de outubro de 2018



Image result for foto aloisio chaves



A Polícia Federal fez nesta terça-feira (23) busca e apreensão na casa e no gabinete do conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios do Pará (TCM-PA) Aloísio Chaves em uma operação que apura se ele recebeu propina em contas bancárias.

A operação Nibelungo foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que também afastou o conselheiro do cargo e bloqueou os bens dele. O caso tramita em segredo de Justiça.

Em nota enviada ao G1, o Tribunal de Contas afirmou que "já acatou as determinações do STJ". A defesa de Chaves disse que "foi surpreendida com uma desnecessária busca e apreensão em sua residência e em seu gabinete, além de seu desnecessário afastamento do cargo de conselheiro (leia mais no fim da reportagem).

De acordo com a PF, há provas – e-mails, documentos e comunicações – de que Aloísio Chaves "mantinha estreito contato com os membros da quadrilha" e usou o cargo para elaborar um parecer que aprovou um primeiro contrato fraudulento firmado entre o município de Parauapebas (PA) e um escritório de advocacia investigado na ação.

"Em troca, o conselheiro recebeu, entre os anos de 2013 e 2015, pelos menos cerca de R$ 2,8 milhões em 36 transferências bancárias feitas pela quadrilha, utilizando-se de uma rede de familiares, sócios e funcionários, para dissimular a origem desses valores", afirmam os investigadores da Superintendência da PF no Distrito Federal.

Além do conselheiro, "sócios e pessoas próximas a ele" também são alvos dos cinco mandados de busca e apreensão. De acordo com o inquérito, elas teriam usado as próprias contas bancárias para intermediar o recebimento das propinas.

Escritório de advocacia: segundo a PF, o escritório "comandado pela quadrilha" recebeu R$ 41 milhões em honorários referentes a um contrato com o município de Parauapebas.

Sócia do escritório: ela era responsável por repasssar parte dos valores aos outros integrantes do grupo, "especialmente servidores públicos corruptos". Foram identificadas 36 transferências bancárias a Aloísio Chaves, totalizando R$ 2,85 milhões.

Conselheiro: de acordo com a investigação, todo este dinheiro, que acabava "espalhado" para dificultar a identificação da propina, terminava voltando para o conselheiro do Tribunal de Contas.

Nenhum comentário:

Lei Estadual 8.878/2019 trata sobre a regularização fundiária de imóveis urbanos e rurais do Estado.

Representantes de entidades da sociedade civil paraense e do Ministério Público Federal (MPF) participaram, na manhã ontem terça-feira (8), ...