terça-feira, 27 de maio de 2014

UMA GRANDE FATALIDADE, UMA PENA, UMA GRANDE IMPRUDÊNCIA

A menina de 11 anos que foi atropelada por um ônibus na rua da Mata, no bairro da Marambaia, na sexta-feira (23), teve parte da perna direta amputada ontem. A informação foi divulgada pelo Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), de Ananindeua, onde ela está internada em estado grave. No dia do acidente, ela foi submetida a uma cirurgia que buscou preservar o membro atingido, mas o organismo da paciente não reagiu bem ao procedimento durante o final de semana e, ontem, os médicos decidiram fazer a amputação acima do joelho. A cirurgia ocorreu à tarde, conforme nota divulgada pelo hospital. Também ontem foi instaurado o inquérito para apurar o acidente. O condutor do ônibus ainda não foi identificado, segundo o delegado Marcelo Olívia, da Seccional Urbana da Marambaia, que coordena a investigação.

O acidente ocorreu por volta das 11h30, quando a criança voltava da escola na companhia do irmão mais velho. Ao atravessar a rua, a menina foi colhida pelo coletivo da empresa Belém-Rio, de placa MSV-5825, que fazia a linha Médici-Presidente Vargas. Wallace Lima, de 24 anos, disse que o motorista seguia em alta velocidade e que ultrapassou outro coletivo que estava encostado na parada de ônibus, acertando a vítima que estava no meio-fio, próximo de concluir a travessia da pista. A menina sofreu fratura exposta na perna direita. O motorista fugiu do local. Inconformadas, testemunhas depredaram o ônibus. 

Marcelo Olívia disse que aguarda a ida do tio da criança à seccional, para prestar mais esclarecimentos. Foi ele quem registrou o boletim de ocorrência. O inquérito apura o crime de lesão corporal culposa de trânsito. “Vamos apurar se ele (motorista) vinha em alta velocidade, se estava alcoolizado. Vamos buscar testemunhas e provas materiais”, afirmou o delegado. 

A empresa será intimada a apresentar a identificação do condutor, caso ele não se apresente à polícia. De antemão, o delegado vislumbra os agravantes de o motorista ter deixado o local do acidente sem prestar socorro à vítima e do fato de ele exercer atividade remunerada na condição de profissional de trânsito. O inquérito tem 30 dias para ser concluído, prazo que pode ser prorrogado por igual período.

Cirurgia contou com vários profissionais

Pelo menos oito profissionais de saúde do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), incluindo profissionais de cirurgia vascular, fizeram a cirurgia de amputação do membro inferior direito da menina de 11 anos, ontem à tarde. Do lado de fora do bloco cirúrgico, a equipe de Psicologia e Serviço Social acolheu a mãe da paciente que aguardava, aflita, o desfecho da cirurgia. 

A criança deu entrada na unidade de pronto atendimento, na última sexta-feira, apresentando um quadro grave de politraumatismo. Ela sofreu fraturas na bacia e na tíbia direita e foi submetida à primeira cirurgia que tentou salvar o membro ferido. Ao final do dia, o hospital chegou a divulgar que o procedimento foi bem sucedido, mas, durante o final de semana, o quadro da paciente se tornou mais grave. Ainda de acordo com a nota divulgada ontem pelo Metropolitano, após a nova cirurgia, a menina ficaria pelo menos oito horas em observação pós-anestésica e, em seguida, voltaria para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

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