quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Cronicas de Stanislaw Ponte Preta. (gostei muito)


" A Velha Contrabandista

Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da Alfândega - tudo malandro velho - começou a desconfiar da velhinha.

Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da Alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:

- Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?

A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu:

- É areia!

Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás.

Mas o fiscal desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.

Diz que foi aí que o fiscal se chateou:

- Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.

- Mas no saco só tem areia! - insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:

- Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?

- O senhor promete que não "espáia"? - quis saber a velhinha.

- Juro - respondeu o fiscal.

- É a lambreta."

8 comentários:

Anônimo disse...

Ei Alan, tu tá vendo o nome do Roberto Teixeira ex-PT bombando no blog da PERERECA DA VIZINHA?
Dá uma olhada, estou pasmo. As acusações feitas a ele, por muito menos ele queria processar e prender quando era Corregedor, lembras disso?
Será que vai pegar alguma coisa com ele ou isso só é fogo de palha?

Anônimo disse...

Tu vais a posse do Roberto Texera no Conselho Superior de Polícia?

Anônimo disse...

ALAN, fiquei chocado com as acusações de tortura do DPC ROBERTO TEIXEIRA, quem diria com toda aquela pose de homem-certinho.
Já pensaste que ele poderia fazer o mesmo contigo se fosses apresentado a ele depois de alguns chps.

Anônimo disse...

Quer dizer ALAN, que o retilíneo ROBERTO TEIXEIRA de Almeida quando exerceu o cargo de Corregedor Geral da Polícia Civil, com toda a empáfia que lhe é peculiar, era réu (na surdina)na Justiça Criminal?

Quer dizer, ele pode dar soco na cara de advogado e um empurrãozinho que um outro colega seu deu, principalmente investigador e escrivão, ele tascava suspensão? É muita cara dura não achas?

Olha, aqui ninguém tá inventando nada, tá escancarado no blog da PERERECA DA VIZINHA.

(Extraído do Processo Criminal Nº 0004029-80.2010.814.0401)

Data: 25/01/2012 MANDADO
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO
(1ª ÁREA)
- TESTEMUNHA(S) ARROLADA(S) PELA ACUSAÇÃO -
De Ordem do Exmo. Sr. JAIRES TAVES BARRETO, Juiz Substituto do Estado do Pará, em exercício na 4ª Vara Penal do Juízo Singular, na forma da lei e no uso de suas atribuições legais, etc.
Ref.:
Proc. n. 2010.2.015.526-9
Cap. Penal: Art. 1º, I, b, e II, e 1º, 2º e 3º, e 4º, I, da Lei n. 9.455/1997 / Art. 157, 1º e 2º, V, do CPB
Autor: Ministério Público Estadual
Acusado(s): Roberto Teixeira de Almeida, Marcelo Chuvas Simonetti, Ricardo da Silva Vaz Teixeira e Ricardo Nascimento da Trindade

MANDA que o Oficial de Justiça deste Juízo, inclusive podendo fazer uso de força policial, proceda a NOTIFICAÇÃO pessoal da(s) testemunha(s) da Acusação 1) FRANCINEY GÓES CARDOSO (VÍTIMA),
advogado, residente no(a) (profissional) rua Treze de Maio, 477, sala 401, Campina, nesta Cidade;
2) DENER FRANCISCO GÓES CARDOSO (irmão da vítima Franciney), [o endereço deverá ser informado pela
testemunha/vítima FRANCINEY], e
3) SANDRA LÚCIA GÓES CARDOSO (irmã da vítima Franciney), [o endereço deverá ser informado pela testemunha/vítima FRANCINEY], para que compareça(m) perante este Juízo de Direito, à sala de audiências, no dia 15/02/2012, às 11h30, a fim de participar(em) da audiência de instrução e julgamento no processo-crime em referência.
CUMPRA-SE.
Belém (PA), 25 de janeiro de 2012.

Floraci Oliveira Monteiro
DIRETORA DE SECRETARIA
4ª Vara Penal do Juízo Singular

Anônimo disse...

ALAN mandei um comentário sobre a atual situação do ROBERTO TEIXEIRA, atual Diretor de Polícia Metropolitana, será que vais publicar ou vais urinar pra trás?
Ei cara tu já é quase bacharel em Direito, não vai querer amarelar.

Anônimo disse...

Como te sentes ALLAN, sendo um humanista, cursando Direito, ser subordinado de um torturador?
Ele agora vai chefiar os delegados que são teus chefes, ou seja, quem torturar vai ser defendido por ele.
Mas se ele não ir com a cara do torturador este vai pagar o pato administrativa, civil e criminal.

Anônimo disse...

Eeeeeeeeras, so deu Robert Teixeir
nos comentários, parecendo o mesmo leitor que parece não ser muito amigo do dito cujo.

Anônimo disse...

Extraído do BLOG DA PERERECA DA VIZINHA:

Abuso de poder

Ontem, o blog também conseguiu localizar o promotor aposentado Gessinaldo de Aragão Santana, que atuou no município de Tailândia na década de 1990 e que, segundo comentários anônimos postados no blog, teria testemunhado e denunciado violências físicas praticadas contra trabalhadores rurais pelo delegado Roberto Teixeira.

O promotor, no entanto, negou que tenha presenciado qualquer violência do delegado contra trabalhadores rurais.

Mas disse que denunciou Roberto Teixeira à Corregedoria de Polícia Civil por abuso de autoridade.

“Fiz uma representação contra ele, na época em que eu era promotor, porque ele não deixou que eu entrevistasse um preso de Justiça. Ele agiu com truculência, abuso de autoridade e não era nem delegado de Tailândia; estava apenas fazendo umas diligências na cidade. Foi grosseiro e contra a Lei e eu não podia nem encarar, porque ele estava com vários policiais, todos fortemente armados”, contou o promotor, que não soube dizer, porém, quais as providências adotadas pela Corregedoria.

Segundo Gessinaldo, na época o delegado havia se deslocado a Tailândia para cumprir uma ordem de “apreensão” de vários trabalhadores rurais, que estavam sendo trazidos para Belém. O promotor, no entanto, nada ouviu acerca de violência policial em tais prisões.