sexta-feira, 2 de abril de 2010

Falta de acordo deve levar às prévias em Minas Gerais

Embora tanto aliados do ex-ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Patrus Ananias (PT-MG) como do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT-MG) afirmem que o momento é de conversa para a escolha do pré-candidato petista ao governo de Minas Gerais, são cada vez maiores as chances de a definição ocorrer por prévias. Depois de reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, há pouco mais de uma semana, a animosidade entre os dois diminuiu, mas nenhum nem sequer pensa em desistir da corrida pelo comando do estado. As prévias contrariam recomendação da direção nacional do partido, que tenta evitar que disputas internas enfraqueçam a pré-candidatura à Presidência da República da ex-ministra Dilma Rousseff nos palanques mineiros.

A estratégia inicial era tentar escolher o pré-candidato depois da realização de pesquisas. Os levantamentos ficaram prontos no último fim de semana e tanto os aliados de Patrus quanto os de Pimentel não se entenderam em relação aos resultados. Para o grupo do ex-ministro, os dois têm condições de disputar o governo. Já para os apoiadores de Pimentel, os números deixam claro que o ex-prefeito é o único com chances de vitória sobre o candidato tucano, o atual governador Antonio Anastasia, que assumiu o cargo na quarta-feira com a renúncia de Aécio Neves (PSDB).

Os defensores da candidatura de Patrus afirmam que a desincompatilização do petista, na última quarta-feira, é a principal prova de que o ex-ministro nem pensa em abrir mão da disputa pelo governo de Minas. “Ninguém sai de um ministério com orçamento de R$ 39 bilhões para nada”, argumenta um escudeiro de Patrus. “Temos muito o que conversar. Desistir não é algo que passa pela cabeça de Pimentel”, diz um dos petistas que marcham com o ex-prefeito.

Para tentar um acerto, os dois lados concordaram em alterar de 5 para 12 de abril a data para inscrição do pré-candidato no partido. De qualquer forma, as prévias continuam marcadas para 2 de maio. Nova rodada de negociações deve acontecer no início da próxima semana, durante visita a Minas de Dilma Rousseff.

Segundo passo
Mesmo com todo o esforço para escolher um pré-candidato para a disputa do governo do estado, existe a possibilidade de o PT não ter ninguém na briga pelo cargo. Conforme acertado com a cúpula nacional da legenda, depois de escolhido o pré-candidato, uma nova rodada de negociações será aberta com outros partidos da base aliada do presidente Lula, sobretudo o PMDB, que já definiu o ex-ministro das Comunicações Hélio Costa como candidato ao governo mineiro.

Segundo acertado com a cúpula nacional petista, o partido em Minas anuncia até o início de junho se terá candidato próprio ou se apoiará Hélio Costa. O temor dos petistas é que, caso a sigla tenha candidato próprio, o palanque de Dilma Rousseff seja prejudicado no estado.

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