quinta-feira, 4 de março de 2010

EUA citam Arruda e Sarney em relatório sobre a corrupção no Brasil


Um relatório divulgado na segunda-feira (1) pelo Departamento de Estado americano diz que a corrupção no Brasil continua "preocupante". Segundo o relatório, apesar do governo atual ter iniciativas anticorrupção adequadas, escândalos políticos continuaram a ser expostos pela imprensa no ano passado.
O relatório em que o Brasil é citado (veja aqui) trata das medidas tomadas pelos governos para combater o tráfico internacional de drogas e é feito anualmente para ser enviado ao Congresso dos Estados Unidos. Os dados do relatório deste ano se referem a 2009. Apesar de tratar sobre tráfico de drogas, o relatório também faz um resumo da situação política de alguns países.
O relatório lembra que vários esquemas envolvendo o pagamento mensal a políticos foram descobertos. E, apesar de não citar nomes, cita cargos dos casos de suposta corrupção a que se refere: o presidente do Senado e o governador de Brasília.
O relatório lembra o caso do governador de Brasília, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), investigado por corrupção. Atualmente, Arruda está preso por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), acusado de tentar subornar uma testemunha do caso que ficou conhecido como Mensalão do DEM.
O escândalo de corrupção em Brasília veio à tona no dia 27 de novembro, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Caixa de Pandora. O suposto esquema de distribuição de propina foi denunciado pelo ex-secretário de Relações Institucionais de Arruda, Durval Barbosa. O inquérito tramita no STJ.
Sobre o presidente do Senado, José Sarney, o relatório diz que o ex-presidente do país é "acusado de várias impropriedades", como ter uma conta no exterior ilegal e lembra o caso da fundação que leva o seu nome e recebeu dinheiro da estatal Petrobras. Houve acusação de que o contrato de patrocínio teria sido fraudado. O relatório esclarece que as acusações não foram aceitas pelo Senado. A assessoria de Sarney disse que ele não vai se pronunciar.
O relatório chega à conclusão de que processos por corrupção dentro do governo continuam lentos, e poucas condenações foram registradas em 2009.

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