segunda-feira, 15 de março de 2010

20 anos depois, perdas do Plano Collor somam R$ 50 bilhões.


Em cadeia nacional de rádio e televisão, o Brasil inteiro foi pego de surpresa quando a então ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, anunciou solenemente que o governo havia confiscado as economias dos brasileiros.
Nas contas bancárias, restaram apenas saldos até 50 mil cruzados novos - em valores atuais, corrigidos pelo INPC, R$ 4.142. Era 16 de março de 1990, uma sexta-feira, dia seguinte à posse do presidente Fernando Collor de Mello. A medida deixou o país em frangalhos, sem ideia de como tocaria a vida.
Duas décadas se passaram e o Plano Collor ainda é uma ferida aberta. Sobretudo nos tribunais, onde ainda tramitam 890 mil ações individuais e 1.030 coletivas, em nome de um número incalculável de poupadores de todo o país, mostra reportagem Geralda Doca e Carolina Brígido, publicada neste domingo pelo GLOBO.
A contabilidade das ações foi feita pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e refere-se a perdas causadas pela falta de correção dos valores inferiores a 50 mil cruzados novos, que ficaram nas contas bancárias ou em cadernetas de poupança.
Em caso de vitória em massa, os bancos seriam obrigados a pagar R$ 50,5 bilhões aos poupadores, para compensar perdas financeiras com a medida, segundo o Ministério da Fazenda.

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