segunda-feira, 19 de outubro de 2009

PSDB gaúcho renova comando e lança re-Yeda 2010.


Há vários tipos de coragem. Alguns se aproximam perigosamente da patologia. Tome-se o caso da governadora gaúcha Yeda Crusius (PSDB). Sitiada por denúncias, ela mantém a decisão de se recandidatar em 2010. O PSDB nacional torce o nariz. Mas o tucanato gaúcho, reunido neste domingo (18), deu-lhe apoio irrestrito. A pretexto de renovar a direção, o partido reuniu sua convenção estadual. Ouviram-se gritos de “Viva Yeda”.
Brindada pelo Ibope com exíguos 5% de intenção de voto e vistosos 60% de rejeição, Yeda desafiou:

“Se as pesquisas fossem verdadeiras, ninguém mais precisava bater em mim. Soaram salvas de palmas.

Convidado, o deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP), promotor licenciado, fustigou os procuradores da República que denunciaram Yeda por improbidade.
Sampaio disse que se envergonha dos colegas. Acusou-os de pré-julgar a governadora, achincalhando-a.

E Yeda: “Tu honras a função pública do promotor. Foi aquele ato midiático que rendeu uma CPI e um pedido de impeachment contra a governadora”.

Nos subterrâneos, o tucanato nacional tricota com o PMDB gaúcho. Parece preferir o pemedebê José Fogaça a Yeda.

O diabo é que a governadora não se deu por achada. Parece movida por um tipo de bravura que é sintoma de sadomasoquismo. Uma coragem que costuma converter heróis em insensatos.

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