quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Mãe de Isabella Nardoni consegue suspender venda de livro .

Decisão do juiz da 1ª Vara Cível de São Paulo (capital) deferiu antecipação de tutela pedida por Ana Carolina Oliveira, mãe da menina Isabella, morta em 29 de março de 2008. A decisão determina a retirada de mercado do livro "Caso Isabella - Verdade Nova".

O livro é de autoria do gaúcho Paulo Roberto Papandreu, 53 de idade, médico e escritor residente em Santa Maria (RS) e contra a também gaúcha Gráfica e Editora Pallotti.

Entre outras alegações, segundo a advogada Cristina Christo, subscritora da petição inicial, a capa da publicação tem imagem da menina usada sem a autorização da família

Os primeiros exemplares começaram a ser vendidos na semana passada na região Sudeste do País devem ser recolhidos.

A publicação recém lançada causou polêmica porque inocenta o pai e a madrasta da menina e ainda relata o fato como tendo sido um acidente doméstico.

A menina de cinco anos morreu após sofrer uma queda do 6º andar do prédio onde morava o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, na Vila Mazzei, na zona norte da capital. .

Acusados por homicídio, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá negam o crime. O pai da menina disse que no dia da morte de Isabella, ele a mulher, a garota e outros dois filhos haviam chegado da casa do pai de Anna Carolina.

Como as crianças dormiam, ele subiu e deixou Isabella na cama. Em seguida, Alexandre desceu para pegar as outras crianças e a mulher no carro. Ao entrar em casa Isabella já estava caída no jardim do prédio. A tela de proteção da janela do quarto onde ela estava foi cortada.

Na versão de Alexandre, alguém teria entrado no apartamento no momento em que a garota ficou sozinha, porém a polícia não encontrou sinais de arrombamento. No dia 2 de abril, a polícia decretou a prisão temporária do casal, que se entregou à Justiça no dia 3. Eles estão presos na Penitenciária de Tremembé.

A Gráfica e Editora Pallotti informou que “recebe encomendas de cinco a seis livros de títulos por dia e que somente os imprime". A empresa refere também que "não fiscaliza o conteúdo e nem participa da distribuição do livro e a distribuição e responsabilidade pelo livro compete somente ao autor”.

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