segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Remista. Repórter 70 Edição de 26/09/2009

Na década de 70 havia um juiz criminal no fórum de Belém famoso pela inteligência de suas sentenças e por seu extremado amor pelo Clube do Remo. Remista doente, como se costuma dizer.

Evandro Almeida

Certo dia, em uma audiência, ele interrogava um assassino. O réu relatou ao magistrado como matou a vítima: 'Eu disparei contra a vítima na avenida Almirante Barroso, em frente ao estádio Evandro Almeida. Depois de baleado, ele entrou pelo portão do estádio onde caiu morto'.

Filho da glória

Ao ditar as declarações do acusado para o escrivão registrar na máquina de datilografia o juiz repetiu o que o acusado falara: 'que o réu disparou contra a vítima, vindo esta a adentrar o estádio do Clube do Remo' e por sua conta, sem que o réu houvesse declarado o juiz acrescentou 'filho da glória e do triunfo, o mais querido do Pará'.

Gargalhada

O advogado do réu ponderou ao magistrado: 'Essa última parte eu não ouvi o réu declarar, Excelência'. O juiz voltou-se para o acusado e perguntou: 'O senhor declarou ou não declarou?' O réu, mirando um enorme escudo do Remo sobre a mesa do juiz, respondeu, sem titubear: 'Declarei, sim senhor!'. Até o juiz caiu na gargalhada.

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