O contraste entre os vitoriosos nas eleições de outubro que vão governar os 143 municípios do Pará pode ser constatado na declaração de prefeitos eleitos que afirmam não possuir bem algum ou que têm patrimônios bem pequenos. É o caso do pescador Nelson Almeida Santa Brígida, que foi eleito pelo PT para governar o município de São João da Ponta, no nordeste do Estado. Ele declarou que não tem bens de valor. O prefeito eleito em Breves, Xarão Leão (PMDB), declarou que o único bem que possui é uma motocicleta no valor de R$ 5 mil.
Na relação dos sem fortuna que conseguiram chegar ao topo do poder em seus municípios também aparece a prefeita de Abaetetuba, a psicóloga Francineti Carvalho (PSDB). Ela declarou que tem um único bem, no valor de R$ 15 mil. Em Pacajá, o padre Edmir José da Silva, eleito prefeito municipal, só possui um bem no valor de R$ 8 mil: a casa onde reside.
Do grupo dos prefeitos mais pobres também constam o vereador Cristiano Martins, eleito prefeito de São Domingos do Capim, com um patrimônio de apenas R$ 6 mil. Marcelo Pamplona tem um patrimônio de apenas R$ 9 mil e é o prefeito eleito de Santa Cruz do Arari, na região do Marajó.
Manoel Josino, que é agente de saúde e tem bens no valor de R$ 12 mil, foi eleito para administrar Sapucaia. Antônio Elias, prefeito eleito de Nova Timboteua e Marcílio Picanço, eleito em Terra Santa, declararam bens no valor de R$ 25 mil.
Outro grupo de eleitos e reeleitos se aproxima do patrimônio do milhão. É o caso da prefeita de Novo Progresso, Madalena Hoffman, que possui bens no valor de R$ 955 mil. Roselito Soares (Itaituba) tem R$ 831 mil em bens; Jorge Barros Alencar (São Geraldo do Araguaia) R$ 937 mil; Sancler Ferreira (Tucuruí) R$ 805 mil; Hélio Leite (Castanhal) R$ 827 mil; Helder Barbalho (Ananindeua) R$ 825 mil; Davi Passos (Xinguara), R$ 670 mil; e Mario Kaitó (Santa Isabel do Pará), R$ 609 mil.
Vários prefeitos que declararam ao TSE patrimônio no valor de quase meio milhão figuram no grupo dos eleitos com fortuna média. Anuar Alves da Silva, eleito para administrar o município mineral de Canaã dos Carajás, é um agricultor que possui bens no valor de R$ 580 mil. Um dos municípios mais pobres do Estado do Pará, Anajás, terá um prefeito com patrimônio de R$ 570 mil. Dênis Guimarães (Faro), dono de bens de valor de R$ 545 mil.
Já Francisca Martins é uma enfermeira com patrimônio de R$ 486 mil. Ela voltará a administrar o município do Acará até 2012. Em Jacundá, o prefeito eleito Izaldino Altoé declarou um patrimônio de R$ 429 mil. Em Oriximiná, Luiz Gonzaga tem bens de R$ 485 mil. Já o prefeito eleito de Soure afirma que possui bens de R$ 415 mil e em Santarém, a prefeita reeleita Maria do Carmo Martins, declarou bens no valor de R$ 405 mil.
VICES
Os contrastes não foram apresentados somente entre os prefeitos eleitos neste pleito. Os vices também merecem destaque. Dados disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que o patrimônio declarado dos vice-prefeitos chega a cerca de R$ 90 milhões. Entre os vices, o que possui o maior patrimônio é o do município de Benevides com um patrimônio de R$ 180 milhões. O de Santana do Araguaia também aparece com mais de R$ 10 milhões em bens, distribuídos entre imóveis rurais, hotel e até mesmo imóveis em São Paulo (SP), no valor de R$ 750 mil. Porém, o vice-prefeito do município de Tucumã aparece logo em seguida, com um patrimônio que ultrapassa os R$ 9 milhões, formado por chacarás e até empresas agrícolas. A prefeitura de Rurópolis ganhou um vice-prefeito que já possuí um bem acima dos R$ 7 milhões.
ALGUMAS FORTUNAS ENTRE OS NOVOS PREFEITOS
Joaquim da Eldorado (Dom Eliseu)
R$ 3,9 milhões
Gilberto Sufredini (Tailândia)
R$ 3,1 milhões
José Carlos Caetano (Brasil Novo)
R$ 2 milhões
Egon Kolling Alemão (Breu Branco)
R$ 2,6 milhões
Hildefonso Araújo (Abel Figueiredo)
R$ 2,8 milhões
Sidney Souza (Bom Jesus do Tocantins)
R$ 2,7 milhões
Adnan Demacki (Paragominas)
R$ 2,5 milhões
Olávio Rocha (Rondon do Pará)
R$ 2,2 milhões
Aparecido Florentino da Silva ( Rurópolis)
R$ 2,8 milhões
Na relação dos sem fortuna que conseguiram chegar ao topo do poder em seus municípios também aparece a prefeita de Abaetetuba, a psicóloga Francineti Carvalho (PSDB). Ela declarou que tem um único bem, no valor de R$ 15 mil. Em Pacajá, o padre Edmir José da Silva, eleito prefeito municipal, só possui um bem no valor de R$ 8 mil: a casa onde reside.
Do grupo dos prefeitos mais pobres também constam o vereador Cristiano Martins, eleito prefeito de São Domingos do Capim, com um patrimônio de apenas R$ 6 mil. Marcelo Pamplona tem um patrimônio de apenas R$ 9 mil e é o prefeito eleito de Santa Cruz do Arari, na região do Marajó.
Manoel Josino, que é agente de saúde e tem bens no valor de R$ 12 mil, foi eleito para administrar Sapucaia. Antônio Elias, prefeito eleito de Nova Timboteua e Marcílio Picanço, eleito em Terra Santa, declararam bens no valor de R$ 25 mil.
Outro grupo de eleitos e reeleitos se aproxima do patrimônio do milhão. É o caso da prefeita de Novo Progresso, Madalena Hoffman, que possui bens no valor de R$ 955 mil. Roselito Soares (Itaituba) tem R$ 831 mil em bens; Jorge Barros Alencar (São Geraldo do Araguaia) R$ 937 mil; Sancler Ferreira (Tucuruí) R$ 805 mil; Hélio Leite (Castanhal) R$ 827 mil; Helder Barbalho (Ananindeua) R$ 825 mil; Davi Passos (Xinguara), R$ 670 mil; e Mario Kaitó (Santa Isabel do Pará), R$ 609 mil.
Vários prefeitos que declararam ao TSE patrimônio no valor de quase meio milhão figuram no grupo dos eleitos com fortuna média. Anuar Alves da Silva, eleito para administrar o município mineral de Canaã dos Carajás, é um agricultor que possui bens no valor de R$ 580 mil. Um dos municípios mais pobres do Estado do Pará, Anajás, terá um prefeito com patrimônio de R$ 570 mil. Dênis Guimarães (Faro), dono de bens de valor de R$ 545 mil.
Já Francisca Martins é uma enfermeira com patrimônio de R$ 486 mil. Ela voltará a administrar o município do Acará até 2012. Em Jacundá, o prefeito eleito Izaldino Altoé declarou um patrimônio de R$ 429 mil. Em Oriximiná, Luiz Gonzaga tem bens de R$ 485 mil. Já o prefeito eleito de Soure afirma que possui bens de R$ 415 mil e em Santarém, a prefeita reeleita Maria do Carmo Martins, declarou bens no valor de R$ 405 mil.
VICES
Os contrastes não foram apresentados somente entre os prefeitos eleitos neste pleito. Os vices também merecem destaque. Dados disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que o patrimônio declarado dos vice-prefeitos chega a cerca de R$ 90 milhões. Entre os vices, o que possui o maior patrimônio é o do município de Benevides com um patrimônio de R$ 180 milhões. O de Santana do Araguaia também aparece com mais de R$ 10 milhões em bens, distribuídos entre imóveis rurais, hotel e até mesmo imóveis em São Paulo (SP), no valor de R$ 750 mil. Porém, o vice-prefeito do município de Tucumã aparece logo em seguida, com um patrimônio que ultrapassa os R$ 9 milhões, formado por chacarás e até empresas agrícolas. A prefeitura de Rurópolis ganhou um vice-prefeito que já possuí um bem acima dos R$ 7 milhões.
ALGUMAS FORTUNAS ENTRE OS NOVOS PREFEITOS
Joaquim da Eldorado (Dom Eliseu)
R$ 3,9 milhões
Gilberto Sufredini (Tailândia)
R$ 3,1 milhões
José Carlos Caetano (Brasil Novo)
R$ 2 milhões
Egon Kolling Alemão (Breu Branco)
R$ 2,6 milhões
Hildefonso Araújo (Abel Figueiredo)
R$ 2,8 milhões
Sidney Souza (Bom Jesus do Tocantins)
R$ 2,7 milhões
Adnan Demacki (Paragominas)
R$ 2,5 milhões
Olávio Rocha (Rondon do Pará)
R$ 2,2 milhões
Aparecido Florentino da Silva ( Rurópolis)
R$ 2,8 milhões

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